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domingo, 5 de junho de 2016
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Coisas Minhas

Todo o mel fabricado
no teu corpo, destilarei
na minha boca hábil
em plena força
Que o amor se prepare
para novas investidas
sofredor, inconstante
e arrebatador, também ele
caído a meus pés
sempre que maldigo
nas horas impróprias
o ocaso do meu destino
ligado a coisas minhas
Dakini in "Mulheres de Areia" 2010
Ao abrigo dos direitos de autor.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Dos tempos vazios
Era um tempo esquecido
em outros tempos
sabes... os tempos vazios
no dia da história já escrita
do outro lado
da margem esquerda do tempo
E sabes…eram doces afagos
os braços
mas não os olhos
Os olhos…
os olhos, sorriam para dentro
cerravam as pálpebras
às avessas
Era tudo avesso
ao seu próprio sentido
no dormitório dos seus medos
Dormiam com os olhos abertos
e mordiam os lábios
dissecados
espremidos
até à última gota de suor
dos seus rostos
Mas sabes…
era o dia dos tempos vazios
onde só os corvos ameaçam ficar
do lado de dentro da boca
porque todas as hóstias
se afundaram nos olhos
Dakini
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Tesão
Não vivam a ilusão de tudo saberem, de tudo controlarem, de tudo manipularem, de tudo se apoderarem, porque perdem mais do que todo o poder que julgam possuir.
Não o saberão por certo estes gorilas que habitam a selva de betão, e por isso continuam a sua saga, junto dos/as pseudo(abdominais), já castigados de tantos tremeliques.
Há dias que são como um trovão, em cima de quem com pés no chão se aventura por terrenos áridos, com os saltos em fios de cabelo.
Não coloquem os manipulados, as mãos em forma de concha, porque irá chegar o dia em que, se entesarão, mesmo sem o já denominado (tesão)
Dakini
Não o saberão por certo estes gorilas que habitam a selva de betão, e por isso continuam a sua saga, junto dos/as pseudo(abdominais), já castigados de tantos tremeliques.
Há dias que são como um trovão, em cima de quem com pés no chão se aventura por terrenos áridos, com os saltos em fios de cabelo.
Não coloquem os manipulados, as mãos em forma de concha, porque irá chegar o dia em que, se entesarão, mesmo sem o já denominado (tesão)
Dakini
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Pensar
Para se pensar em alguma coisa, terá que existir um modo de pensar. As várias formas de um pensamento estão castigadas por tanto uso indevido, por pensarem em demasia em coisa nenhuma.
O pensar em muitas coisas, permite concluir com todas elas, um leque com as várias cores do arco-íris.
Abanando as estruturas, talvez se descaia um pensamento invulgar. Quiçá, estruturando as partes massificadas, chegarei lá, onde o pensamento tem um lugar único, uma forma sui generis de ser.
Pensar em não pensar em nada, por agora, é o início de alguma coisa…talvez!
Dakini
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